Indubitavelmente, há sempre algo que nos persegue, nos amedronta e nos faz reflectir sobre o fictício fiapo pelo qual cada um se encontra pendente. Quando este se quebrar, dar-se-à o limite da nossa existência. Apesar da sua aparência opaca, da sua irritante fífia, dos laivos por ele deixados, mas que, inevitavelmente, nos levam a lado nenhum, este sempre nos presenteia a sua fidúcia para as nossas persistentes buscas. Por muito tenaz e confiante que este seja, nunca nada nos parece tão penoso conjecturar como vaguear sem Fado por entre todas as possíveis e imaginárias ruas. Oh! Quantas foram as vezes que suplicámos ser meras poalhas, quantas? Quantas terão sido as vezes em que ambicionámos a existência de algo que nos fizesse recuar no tempo, quantas? Quantas... quantas? Oh!
Sssshhhh..
Ao fundo, ouve-se um taciturno, melancólico, álgico e desgostoso silêncio que nos desanima - tudo o que era temido confronta-se, agora, com o nosso venerado ser. Inesperadamente, pinga... e pinga outra vez... até que uma chuva imensa começa a cair e a inundar ruas e ruelas, buracos e buraquinhos... duas nuvens embatem: troveja! E nós? Nós deixamo-nos levar por aquele bonito espectáculo. Extravia-se entretanto o vestígio procurado, agora inprofícuo. Mas, não é desta que nos daremos por vencidos! Há que trazer até ao presente a tenaz força que nos foi concedida. A todos nós, Lusitanos. E acredito que não tenha sido por obra do Espírito Santo...
Hope.
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